17 de janeiro de 2009

A Informática Educativa: um processo construído por todos

O computador vem adquirindo um espaço crescente em nossas vidas. O mundo virtual e a utilização da máquina como facilitadora de nossas produções vem aumentando constantemente à medida que adquirimos a técnica de utilização das ferramentas.
No contexto escolar não é diferente. Cada vez mais temos na escola a introdução da informática. Alguns anos atrás ainda era necessário justificar a utilização do computador na escola, porém atualmente temos muitas produções que formam um consenso sobre isto. No entanto, o que hoje causa necessidade de se pensar é a forma com que esta introdução vem acontecendo.
No Brasil, a utilização do computador na educação iniciou-se na década de 70 com algumas experiências em universidades (USP, UFRJ e UFRGS), aonde o principal desafio era utilizar o computador de forma interativa. No final da década de 80, o país já possuía uma rica base teórica sobre informática educativa. De lá para cá os debates e os estudos continuam buscando sempre a melhor forma de utilizar o computador como recurso didático.
No início da introdução da informática nas escolas o principal objetivo era demonstrar que estas encontravam-se na era da modernidade. Mas como seria esta aula? Quem poderia assumir esta responsabilidade? Inicialmente foram contratados profissionais mais técnicos que iriam ensinar informática. Porém, as aulas eram totalmente descontextualizadas e sem nenhuma ligação com os conteúdos trabalhados pelos alunos nas disciplinas.
Com o passar do tempo as escolas perceberam o potencial didático-pedagógico da ferramenta e passaram a introduzir a Informática Educativa, que não só aproxima os alunos das novas tecnologias como utiliza o computador como ferramenta de apoio às disciplinas lecionadas.
Ainda assim, sabe-se que a globalização exige um conhecimento holístico da realidade e quando se coloca a informática apenas como uma disciplina, colocando-a em uma sala, com um horário fixo e a responsabilidade apenas para um único professor, estamos fragmentando o conhecimento e criando fronteiras de conteúdo e da prática. Nesse contexto, a introdução da informática educativa não objetivaria a interdisciplinaridade na escola?
A partir desta realidade é essencial que o professor reflita, repense seu papel, sua prática e desenvolva novas ações, que não só permitam que ele possa lidar com essa nova realidade, mas também, que o auxilie a construí-la na escola. Então, sendo ele um agente transformador, deve assumir o papel de facilitador da construção do conhecimento do aluno e não somente um transmissor de informações. Não se trata de transformar todo o corpo docente em especialistas em informática educativa, mas criarmos condições para que todos se apropriem da utilização gradualmente dos recursos informatizados e assim criarmos novas possibilidades de utilização educacional destes recursos.

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